O governador do Maranhão, Carlos Brandão, apresentou na 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP30), em Belém, uma proposta para a criação de um fundo internacional. Este fundo visa que grandes empresas poluidoras contribuam financeiramente para projetos de sustentabilidade em países e regiões menos favorecidas. Brandão argumenta que o financiamento ambiental é um tema crucial que deve ser abordado pelas indústrias poluidoras dos países ricos.
Durante suas declarações, Brandão ressaltou que as indústrias deveriam destinar uma fração de seu faturamento para um fundo de preservação ambiental. Ele critica a falta de ações concretas e pede que as empresas assumam responsabilidades financeiras, especialmente aquelas que historicamente causaram danos ambientais significativos. O governador também mencionou iniciativas já em andamento no Maranhão, incluindo a criação da primeira universidade indígena do Brasil.
Brandão busca recursos para projetos ambientais, como a recuperação de áreas degradadas, e firmou um acordo de US$ 100 milhões com uma empresa suíça. O Maranhão receberá R$ 15 milhões de um projeto aprovado pelo Fundo Brasil ONU, que visa promover a regularização fundiária e ações de prevenção a queimadas. A proposta de um fundo internacional para poluidores pode gerar um novo paradigma nas relações entre países desenvolvidos e em desenvolvimento no que diz respeito ao financiamento ambiental.

