Durante o encerramento da COP30, a ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, afirmou que houve progresso nas discussões climáticas, embora considerado modesto. O evento, realizado em Belém, no dia 22, trouxe à tona reflexões sobre a Rio 92, destacando que os resultados ainda não atendem às expectativas de urgência e eficácia nas ações climáticas.
Marina enfatizou a necessidade de um roteiro claro para a transição dos combustíveis fósseis e a erradicação do desmatamento, temas que não foram incluídos nas decisões da COP30, mas que serão abordados futuramente. Ela celebrou avanços, como o reconhecimento do papel dos povos indígenas e a criação de indicadores globais de adaptação às mudanças climáticas, cuja lista foi reduzida de 100 para cerca de 60, gerando descontentamento entre alguns países participantes.
A COP30 também enfrentou problemas estruturais, incluindo um incêndio em uma área de negociações e críticas sobre a falta de acomodação adequada para os delegados. A ausência dos Estados Unidos e o impacto das decisões políticas recentes foram mencionados como desafios adicionais, mas, segundo o secretário executivo da UNFCCC, a conferência ainda alcançou avanços significativos, com 122 países apresentando suas metas de redução de emissões de gases do efeito estufa.


