O advogado-geral da União, Jorge Messias, foi indicado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva para assumir uma cadeira no Supremo Tribunal Federal (STF). Se sua nomeação for aprovada pelo Senado, Pernambuco terá um representante na Corte pela primeira vez em 62 anos, desde a saída de Barros Barreto em 1963, nomeado durante a ditadura do Estado Novo.
A história de Pernambuco no STF inclui 11 ministros ao longo dos anos, destacando-se Barros Barreto, que serviu por 24 anos. Messias, de 45 anos, poderá ter uma longa permanência no tribunal, com possibilidade de atuar até 2055, quando atinge a idade para aposentadoria compulsória. Seu histórico na Faculdade de Direito do Recife, que já formou outros ministros do STF, também reforça sua conexão com o estado.
Caso a indicação seja confirmada, a nomeação de Messias não só representa um retorno de Pernambuco ao STF, mas também levanta questões sobre a representatividade regional na Suprema Corte. Além disso, poderá influenciar as dinâmicas políticas em Brasília, especialmente considerando que seis estados nunca tiveram representantes na Corte, o que evidencia a desigualdade na representação do Judiciário brasileiro.

