Um estudo recente demonstra que, mesmo se todas as emissões de plástico parassem hoje, fragmentos de plástico flutuante continuariam a poluir os oceanos por mais de um século. A pesquisa, realizada por especialistas da Queen Mary University of London, revela que esses fragmentos se decompõem lentamente, liberando microplásticos que afundam na coluna d’água, criando uma ‘correia transportadora de poluição’ que conecta a superfície ao fundo do mar.
O novo modelo computacional desenvolvido pelos pesquisadores fornece uma visão abrangente de como os plásticos se degradam e interagem com partículas orgânicas no oceano. A análise destaca que, enquanto grandes pedaços de plástico flutuam por anos, eles eventualmente se fragmentam em microplásticos, que se fixam à neve marinha e afundam lentamente. Isso explica a discrepância observada entre a quantidade de plástico que entra no oceano e o que se encontra na superfície.
As implicações desse estudo são profundas, pois a poluição por microplásticos não é um problema de curto prazo. A pesquisa sugere que, à medida que a produção de plástico continua a crescer, a eficiência da


