Aoife Sutton-Butler, pesquisadora de pós-doutorado na Universidade de Bradford, trabalha meio período como zeladora do Cemitério Undercliffe, na Inglaterra. Criada na zona rural da Irlanda, ela traz uma perspectiva única sobre a morte, destacando a importância de discutir abertamente o tema, algo comum em sua cultura de origem.
Durante sua experiência como zeladora, Sutton-Butler é responsável pela documentação de sepultamentos, organização de funerais e venda de jazigos. Ela expressa que o trabalho no cemitério, que remonta à era vitoriana, oferece uma rica oportunidade para aqueles que buscam entender sua ancestralidade através dos registros disponíveis. A pandemia de covid-19 impediu sua aspiração de se tornar embalsamadora, levando-a a este papel significativo.
A experiência de Sutton-Butler evidencia a necessidade de desmistificar a morte e encorajar conversas saudáveis sobre o assunto. Seu trabalho não apenas contribui para a preservação da história local, mas também promove um espaço de reflexão e aprendizado sobre a vida e a morte, revelando a complexidade das relações humanas com esses temas fundamentais.


