Uma mulher foi detida pela Polícia Civil de Minas Gerais sob suspeita de ter orchestrado o homicídio do irmão e do cunhado para se beneficiar de um seguro de vida no valor de R$ 380 mil e um patrimônio estimado em R$ 1 milhão. As vítimas, Everaldo Gregório de Souza e Thomas Stephen Lydon, morreram em junho de 2025 em Governador Valadares, onde residiam. Inicialmente, as mortes foram consideradas naturais, mas desconfianças levantadas por familiares levaram à exumação dos corpos.
A investigação revelou que a irmã de Everaldo foi nomeada beneficiária vitalícia do patrimônio dele um mês antes dos assassinatos. A perícia constatou a presença de fenobarbital nos corpos, substância que pode ser tóxica e fatal. Além disso, um amigo do casal, também detido, tinha envolvimento no crime e possuía documentos falsificados que lhe davam poderes sobre Everaldo, dificultando o acesso da família ao prontuário médico.
Como resultado das investigações, a Justiça determinou o bloqueio de R$ 1,5 milhão em ativos financeiros e restrições sobre veículos registrados em nome dos suspeitos. As ações visam recuperar o patrimônio que foi acessado ilegalmente. O caso levanta questões sobre a segurança em torno de seguros de vida e a proteção legal contra fraudes e crimes familiares.

