A nova lei do Imposto de Renda, sancionada no dia 26 de novembro de 2025 pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, impõe mudanças significativas para o setor privado. Além de acabar com a isenção de dividendos, a legislação determina que a deliberação de lucros deve ser aprovada até 31 de dezembro de 2025, gerando preocupações entre as empresas sobre a viabilidade dessa exigência.
Os especialistas alertam que a legislação pode levar as empresas a reestruturar seu capital e buscar instrumentos de dívida para minimizar o impacto da nova tributação. A pressa em pagar dividendos, com o objetivo de aproveitar a isenção, pode resultar em decisões apressadas, colocando em risco a precisão contábil relacionada aos lucros apurados até o final do ano.
Diante das novas obrigações, o cenário pode resultar em um aumento do endividamento corporativo, já que a tributação sobre juros pode ser mais vantajosa do que sobre dividendos. Com isso, bancos estão oferecendo empréstimos para que as empresas possam se capitalizar e se adequar às novas regras fiscais, refletindo um momento de incerteza no mercado.


