No Brasil, apenas 4% dos pilotos profissionais são mulheres, segundo a Confederação Brasileira de Automobilismo (CBA). Apesar dessa baixa representatividade, o automobilismo tem atraído um número crescente de mulheres, que desafiam estereótipos e buscam seu espaço nas pistas. Durante o GP da Fórmula 1 em São Paulo, o público feminino cresceu de 21% em 2021 para 37% neste ano, refletindo essa mudança de cenário.
Bia Figueiredo, uma das pioneiras do automobilismo feminino brasileiro, destaca a evolução do esporte e a importância da presença feminina, tanto nas arquibancadas quanto nas equipes. Sua trajetória inclui a conquista de várias vitórias em categorias de prestígio, inspirando jovens como Rafaela Ferreira, que já fez história como a primeira mulher a vencer na F4 Brasil. A criação de iniciativas como a F1 Academy também visa preparar novas gerações para o automobilismo de alto nível.
No entanto, ainda existem desafios a serem superados para que mulheres consigam competir nas categorias superiores, como a Fórmula 3 e a Fórmula 1. As pilotos enfatizam a necessidade de mais oportunidades e apoio para que possam se desenvolver e mostrar seu potencial. Com o aumento do interesse e a mudança de mentalidade, o futuro do automobilismo feminino no Brasil parece promissor.

