Novas projeções sugerem que o pico da inadimplência no Brasil pode ter ficado para trás, com estimativas indicando uma taxa média de 4,72% para novembro de 2025. Esse dado representa uma leve queda em relação à taxa de 4,77% registrada até setembro. Contudo, especialistas enfatizam a necessidade de cautela devido ao elevado nível de endividamento das famílias brasileiras.
Os dados foram obtidos através de um estudo realizado pelo Instituto Brasileiro de Executivos de Varejo e Mercado de Consumo (Ibevar) e pela FIA Business School, que analisam o comportamento do crédito entre pessoas físicas. A projeção para dezembro é de uma taxa de inadimplência de 4,64%, e para janeiro de 2026, a estimativa é de 4,77%. No entanto, a qualidade do crédito no curto prazo é uma preocupação, com o aumento de atrasos entre 15 e 90 dias, que pode elevar a taxa real de inadimplência.
O presidente do Ibevar, Claudio Felisoni, alerta que, apesar do cenário otimista, os atrasos recentes podem empurrar a inadimplência para níveis mais elevados do que o previsto. Ele ressalta que o endividamento médio das famílias gira em torno de 50%, sinalizando uma pressão contínua sobre o crédito. Portanto, embora haja uma tendência de queda na inadimplência, o alerta para os níveis de endividamento e os atrasos nos pagamentos indicam que a situação econômica ainda requer atenção cuidadosa.

