O vice-governador de São Paulo, Felício Ramuth, manifestou apoio ao secretário de Segurança Pública, Guilherme Derrite, em resposta às críticas sobre o PL Antifacção, que foi aprovado pela Câmara dos Deputados na semana passada. Ramuth argumentou que o texto é um avanço no combate ao crime organizado, especialmente no que diz respeito ao fortalecimento das ações contra facções como o Primeiro Comando da Capital (PCC).
Derrite, que havia recebido críticas do governo federal após a relatoria do projeto, fez alterações significativas na proposta original do Ministério da Justiça e Segurança Pública. Entre as modificações, destacam-se a autonomia da Polícia Federal em investigações e a redistribuição de valores apreendidos para as forças policiais. Ramuth, ao defender Derrite, qualificou o ministro da Justiça, Ricardo Lewandowski, como um “burocrata” e ressaltou a experiência do secretário nas ruas.
Com a aprovação do projeto, que inclui o aumento de penas para crimes cometidos por membros de facções, o cenário político se torna cada vez mais tenso. Derrite deixará a Secretaria de Segurança Pública para retomar seu cargo na Câmara dos Deputados, onde buscará deslanchar o projeto que está parado no Senado. A movimentação de Derrite também pode ser vista como um passo estratégico para sua candidatura em 2026, em meio a um ambiente político contencioso.

