A Reforma Tributária em discussão no Brasil pode elevar os custos dos aluguéis residenciais e comerciais, com a implementação do Imposto sobre Bens e Serviços (IBS) e da Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS). Esses novos tributos substituirão impostos como PIS, Cofins, ICMS e ISS, resultando em um aumento significativo na carga tributária, que pode de triplicar. A previsão é que a nova legislação entre em vigor em 2026, exigindo que locadores e inquilinos se adaptem rapidamente a essa nova realidade.
Atualmente, os aluguéis intermediados por pessoas jurídicas enfrentam uma alíquota de 3,65%, mas com a reforma, essa taxa poderá saltar para até 10,6%. A Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC) estima que um aluguel de R$ 2 mil terá sua tributação aumentada de R$ 73 para R$ 169,60, um impacto que deverá ser repassado aos inquilinos. Além disso, a legislação impõe prazos curtos para a regularização dos contratos existentes, o que reforça a urgência para que proprietários e imobiliárias revisem suas práticas atuais.
Os especialistas preveem que, apesar de mecanismos de redução na carga tributária, o aumento geral nos custos de locação é considerado inevitável. Com a nova tributação, a dinâmica do setor imobiliário será alterada, exigindo negociações mais cuidadosas entre locadores e inquilinos. O planejamento será essencial para mitigar os efeitos da reforma e garantir que todos os envolvidos estejam preparados para as mudanças que se aproximam.


