A reforma tributária proposta em São Paulo, com a substituição do ICMS pelo Imposto sobre Bens e Serviços (IBS), pode resultar em um aumento significativo na arrecadação do estado, além de encerrar a guerra fiscal entre as regiões. Rodrigo Spada, presidente da Associação Nacional de Fiscais de Tributos Estaduais, afirmou que essa mudança está prevista para ocorrer entre 2026 e 2033 e trará benefícios diretos para as áreas com maior consumo.
Spada destacou que, ao migrar a tributação da produção para o consumo, o novo modelo favorecerá os estados com maior demanda e infraestrutura. A previsão é de que São Paulo possa ver um ganho acumulado de 3,78% na arrecadação nos próximos dez anos. Ele também alertou que estados que atualmente dependem de incentivos fiscais para atrair empresas enfrentarão desafios, já que a competitividade deverá aumentar com o novo sistema.
Com a reforma, espera-se a criação de uma nota fiscal unificada, simplificando a tributação e aumentando a transparência para o consumidor. A transição exigirá adaptações tanto das empresas quanto dos governos estaduais, que precisam monitorar os impactos das mudanças. Essa nova abordagem poderá deslocar empresas para estados com maior mercado consumidor, alterando a dinâmica econômica nacional.

