Um novo relatório divulgado durante a COP30, em Belém, revela que mais de 540 mil pessoas morrem anualmente em decorrência do calor extremo, com um em cada 12 hospitais globalmente ameaçado por questões climáticas. O documento, intitulado “Saúde e Mudanças Climáticas: Implementando o Plano de Ação em Saúde de Belém”, foi apresentado pelo Ministério da Saúde em colaboração com a Organização Mundial da Saúde no dia 14 de novembro. O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, enfatizou que 60% da população mundial já sente os efeitos das mudanças climáticas na saúde.
O relatório destaca que entre 3,3 bilhões e 3,6 bilhões de pessoas vivem em áreas vulneráveis às mudanças climáticas, com hospitais enfrentando um aumento de 41% nos riscos de danos por eventos climáticos extremos desde 1990. Além disso, o setor de saúde contribui com cerca de 5% das emissões globais de gases de efeito estufa, necessitando de uma rápida transição para práticas de baixo carbono. O documento convoca ações urgentes para proteger a infraestrutura de saúde, sendo que menos de 30% dos planos nacionais de adaptação consideram aspectos como renda e gênero.
A mensagem central do relatório é clara: é imprescindível agir em larga escala para mitigar os impactos das mudanças climáticas na saúde pública. O documento pede um aumento significativo no financiamento internacional para garantir a adaptação dos sistemas de saúde e garantir a resiliência das unidades de saúde. As propostas incluem integrar objetivos de saúde aos planos nacionais de adaptação e empoderar comunidades locais na formulação de respostas eficazes às realidades enfrentadas.


