Os ministros da Fazenda e do Planejamento, Dario Durigan e Gustavo Guimarães, informaram que o resultado fiscal de 2025 está condicionado a fatores que serão definidos em dezembro. Entre esses fatores estão as receitas provenientes de leilões de petróleo e o comportamento do câmbio, além de decisões da Junta de Execução Orçamentária, que ainda não foram tomadas. O governo reafirma sua meta de um resultado primário zero, com a possibilidade de um déficit de até R$ 31 bilhões conforme a Lei de Diretrizes Orçamentárias.
A equipe econômica destacou a importância de um relatório bimestral previsto para novembro, que não permitirá alocação imediata de recursos até que haja clareza sobre as receitas e despesas. O desbloqueio de R$ 3,9 bilhões em despesas não indica uma abertura de espaço fiscal, conforme afirmado por Durigan, que ressaltou a necessidade de cuidadosa alocação dos recursos. Além disso, mudanças no câmbio podem exigir ajustes nas despesas, uma vez que parte delas é dolarizada.
O mecanismo de faseamento, que limita os gastos mensais dos ministérios, continuará até dezembro, mas sua liberação depende da definição dos fatores pendentes. Guimarães afirmou que a revisão de gastos está reduzindo a pressão sobre as despesas obrigatórias, permitindo um desbloqueio controlado. Essas medidas são vistas como cruciais para manter a estabilidade fiscal ao longo dos próximos meses.


