Na última quinta-feira, 21 de novembro de 2025, os Estados Unidos anunciaram a eliminação da tarifa de 40% sobre diversos produtos agrícolas brasileiros. O evento foi comentado por Marcos Jank, professor do Insper, no Fórum VEJA Agro, realizado em São Paulo na segunda-feira, 24. Segundo Jank, essa decisão reflete a influência do agronegócio brasileiro na economia americana, especialmente no controle da inflação.
O especialista enfatizou que o impacto do tarifaço sobre o setor produtivo brasileiro foi menos severo do que se esperava. Jank indicou que os consumidores e produtores americanos sofreram mais com a política tarifária do ex-presidente Donald Trump, levando os EUA a reavaliar as tarifas impostas ao Brasil. Essa situação evidencia uma mudança de dinâmica nas relações comerciais entre os países, embora as incertezas sobre a geopolítica global ainda permaneçam.
Diante desse novo cenário, Jank sugere que o Brasil deve diversificar seus parceiros comerciais e adotar uma perspectiva de longo prazo, algo que historicamente não é uma prática comum no país. Gustavo Junqueira, ex-secretário de Agricultura do estado de São Paulo, reforçou a importância de um governo coordenador para o desenvolvimento do setor agrícola em meio a essas complexidades, alertando que o Brasil corre o risco de ficar atrás de potências como a Europa e a China se não se adaptar rapidamente.

