Companhias de seguros nos Estados Unidos estão buscando autorização dos órgãos reguladores para isentar a inteligência artificial de suas coberturas. Isso significa que clientes corporativos não poderão solicitar indenizações caso agentes automatizados ou chatbots de IA causem problemas, uma decisão impulsionada pela imprevisibilidade e falta de transparência dos modelos utilizados.
Essa nova postura das seguradoras reflete preocupações com riscos sistêmicos e a dificuldade de responsabilização em caso de falhas. A situação é evidenciada por exemplos concretos, como o caso da Air Canada, onde um chatbot gerou um desconto inexistente, resultando em uma decisão judicial que obrigou a empresa a honrar o valor prometido. Além disso, outras empresas enfrentam processos relacionados a alegações de informações incorretas geradas por IA.
As implicações dessa recusa em cobrir riscos relacionados à IA vão além do mercado americano. A discussão já se estende para seguradoras em outros países, que, apesar de oferecerem algumas coberturas, excluem riscos associados a modelos de linguagem como o ChatGPT. À medida que a adoção de IA avança, a necessidade de um entendimento claro sobre responsabilidade e proteção torna-se cada vez mais urgente.


