Representantes do setor privado brasileiro afirmam que a prisão preventiva do ex-presidente Jair Bolsonaro não comprometerá as relações comerciais com os Estados Unidos. Os comentários surgem após o governo norte-americano isentar produtos agrícolas de tarifas adicionais, destacando a importância da agenda econômica nas discussões bilaterais.
Em julho, a Casa Branca criticou o julgamento de Bolsonaro e sancionou autoridades brasileiras, incluindo um ministro do Supremo Tribunal Federal. Apesar disso, executivos, como o diretor-executivo do Cecafé, destacam que a pauta econômica deve prevalecer nas negociações entre os países, com foco em contrapartidas concretas.
O vice-secretário de Estado dos EUA, Christopher Landau, chamou a prisão de Bolsonaro de ‘provocativa e desnecessária’, marcando o fim de uma fase de silêncio das críticas norte-americanas. As declarações de Landau e do presidente dos EUA, que comentou com pesar sobre a situação, sugerem que, embora haja tensão, os negócios continuam sendo priorizados pelos dois países.


