O Aeroporto Internacional John F. Kennedy, em Nova York, enfrenta grandes dificuldades devido ao maior shutdown do governo da história dos Estados Unidos, que já dura 40 dias. No último domingo, foram registrados 542 atrasos e 110 cancelamentos de voos, com passageiros relatando problemas em rotas internacionais, incluindo voos para São Paulo. A situação é crítica, especialmente com a aproximação do feriado de Ação de Graças, que costuma gerar um aumento significativo na demanda por voos.
As companhias aéreas, como a American Airlines, enfrentam desafios sem precedentes devido à escassez de funcionários, resultado das recentes medidas do governo. O secretário de Transportes dos EUA, Sean Duffy, indicou que as operações comerciais devem continuar em um ritmo reduzido, dificultando a previsibilidade dos voos. Passageiros de várias cidades, inclusive de Tóquio e Londres, estão enfrentando remarcações constantes e incertezas sobre suas viagens.
Com o Senado dos Estados Unidos sinalizando a possibilidade de um acordo para encerrar a paralisação, a esperança é que isso traga alívio às operações aéreas. Entretanto, enquanto a situação não se resolve, os passageiros devem se preparar para mais atrasos e cancelamentos, impactando não apenas a logística de viagens, mas também o planejamento de muitos durante a temporada de festas. A continuidade do shutdown representa um risco significativo para a recuperação do setor aéreo e a confiança dos viajantes.

