Um jornalista que atua há 45 anos na cobertura policial no Brasil revela que o sistema penal, estabelecido em 1940, não consegue punir os criminosos de forma eficaz. Ele destaca a existência de duas justiças no país: a que é anunciada nas manchetes e a que se aplica na prática. Essa discrepância é evidenciada por suas experiências em presídios e conversas com promotores, juízes e famílias afetadas pela violência.
Durante sua trajetória profissional, o autor observa que a chamada “matemática penal” permanece confusa, refletindo a desorganização do sistema judiciário brasileiro. À medida que novos casos surgem, torna-se evidente que as leis não foram elaboradas para proporcionar justiça efetiva. Essa falta de clareza e eficácia gera frustração e descontentamento entre os cidadãos, que veem a impunidade se perpetuar.
As implicações desse cenário são profundas, pois a ineficácia do sistema penal pode levar à desconfiança nas instituições e à perpetuação da violência. O autor sugere que a sociedade deve questionar a estrutura atual e buscar soluções que realmente funcionem, em vez de aceitar um sistema que claramente não atende às necessidades contemporâneas. A reflexão sobre a justiça brasileira se torna mais urgente à medida que os desafios da criminalidade se intensificam.

