Na sexta-feira, 7, a Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu que três de seus quatro ministros votaram pelo recebimento da denúncia apresentada pela Procuradoria-Geral da República (PGR) contra Eduardo Tagliaferro, ex-assessor do ministro Alexandre de Moraes. Com essa decisão, será aberta uma ação penal, e Tagliaferro será formalmente transformado em réu, enfrentando acusações graves relacionadas a sua atuação durante o processo eleitoral.
O ex-assessor é acusado de agir contra a legitimidade do processo eleitoral e de tentar prejudicar investigações relacionadas aos eventos de 8 de janeiro de 2023. Atualmente, Tagliaferro está na Itália, e o governo brasileiro já iniciou um processo de extradição para trazê-lo de volta ao país. A votação no STF está programada para ser oficialmente encerrada na próxima sexta-feira, 14, e continua aguardando o voto da ministra Cármen Lúcia.
Após a instauração da ação penal, as investigações se aprofundarão, incluindo a produção de provas e o depoimento de testemunhas. O julgamento final pela Primeira Turma poderá resultar em condenação ou absolvição de Tagliaferro, que é acusado de crimes como coação no curso de processo judicial e tentativa de abolição do Estado Democrático de Direito, conforme destacado no voto do ministro Moraes.

