Nesta terça-feira (10), o ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal, tomou a decisão de anular provas da Operação Lava Jato que envolviam a ex-primeira-dama do Peru, Nadine Heredia Alarcón. A anulação foi baseada em um pedido de seus advogados, que argumentaram que as evidências obtidas por meio dos sistemas Drousys e My Web Day, operados pela Odebrecht, eram ilegais. A decisão surge em um contexto em que Nadine está no Brasil desde abril, após solicitar asilo diplomático devido a processos na justiça peruana.
Nadine e seu marido, o ex-presidente Ollanta Humala, foram condenados no Peru a 15 anos de prisão por lavagem de dinheiro, relacionados a irregularidades em sua campanha política de 2011. A decisão do STF não apenas anula as provas contra Nadine, mas também estende um entendimento anterior que já havia invalidado outros procedimentos da Lava Jato, ressaltando a ilegalidade das provas coletadas pela Odebrecht. Com isso, a possibilidade de cooperação entre autoridades brasileiras e peruanas, com base nessas evidências, fica comprometida.
A manifestação de Toffoli implica que o Ministério da Justiça do Brasil deve ser notificado sobre a nulidade das provas, reforçando a proibição de qualquer ato de cooperação que utilize essas informações. Essa decisão pode ter repercussões significativas nas relações entre Brasil e Peru, além de afetar a percepção pública sobre a Operação Lava Jato e suas implicações legais. O desdobramento deste caso continuará a ser observado, especialmente no que se refere a possíveis impactos políticos nos dois países.

