O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal, determinou neste sábado, 15, a prisão domiciliar de Thaísa Hoffmann Jonasson, mulher do ex-procurador-geral do INSS, Virgílio de Oliveira Filho. A decisão ocorre após a prisão do casal pela Polícia Federal na última quinta-feira, 13, em uma investigação sobre pagamentos que totalizam mais de R$ 5 milhões, ligados a um lobista do setor previdenciário.
A defesa de Jonasson argumentou que ela é mãe de um bebê de 1 ano e 4 meses, que ficou sob os cuidados da avó após a prisão. Mendonça acolheu esse argumento, destacando a importância dos direitos das mulheres e crianças em situações semelhantes. Além da prisão domiciliar, a decisão inclui monitoramento eletrônico e proibição de contato com outros investigados, exceto com seu marido.
A prisão do casal está relacionada a uma investigação sobre desvios significativos no INSS, onde Virgílio é acusado de ter enriquecido ilicitamente. As investigações revelam um aumento patrimonial de R$ 18,3 milhões, evidenciando um esquema que teria afetado aposentados e pensionistas. A situação levanta questões sobre a responsabilidade e a ética no serviço público, especialmente em tempos de crise previdenciária.


