Na terça-feira (25), o Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu, por unanimidade, referendar as prisões do ex-presidente Jair Bolsonaro e de mais seis réus envolvidos em uma conspiração golpista. A Primeira Turma, sob a presidência do ministro Alexandre de Moraes, assinou os mandados de prisão e convocou uma sessão virtual para discutir o caso, que ocorreu após o reconhecimento do trânsito em julgado, encerrando o prazo para novos recursos.
A decisão do STF, que resultou em um placar de 4 a 0, foi em resposta ao pedido do ministro Moraes, que também rejeitou os recursos apresentados pelos réus. No mês anterior, o ministro Luiz Fux havia deixado a Primeira Turma após votar pela absolvição de Bolsonaro, transferindo-se para a Segunda Turma, o que influenciou a composição do colegiado atual.
Com a determinação do início das penas e a rejeição dos pedidos de recurso, o STF sinaliza um avanço significativo nas ações judiciais contra figuras políticas de destaque. Os desdobramentos desse caso poderão ter repercussões importantes na cena política brasileira, especialmente em relação à imagem de Bolsonaro e seus aliados, além de impactar futuras decisões judiciais envolvendo a política nacional.

