O suspeito do tiroteio em Washington, D.C., que resultou na morte de uma membro da Guarda Nacional e feriu outro soldado, é Rahmanullah Lakanwal, um afegão de 29 anos. De acordo com um grupo de veteranos, Lakanwal integrou uma unidade de elite da CIA, conhecida como ‘Zero Units’, que colaborou com as forças militares dos EUA durante a guerra contra o Talibã até 2021.
A unidade ’03’, à qual Lakanwal pertencia, foi destacada por suas missões arriscadas e operações noturnas na província de Kandahar. Essas forças foram acusadas de violações de direitos humanos, incluindo execuções extrajudiciais, e sua atuação gerou controvérsias, com a CIA negando tais alegações. A retirada das tropas dos EUA e o retorno do Talibã ao poder geraram tensões sobre a segurança dos afegãos que ajudaram os militares americanos e suas famílias.
Após o tiroteio, a administração Trump anunciou a suspensão de decisões sobre asilo e a emissão de vistos para afegãos, o que foi criticado por grupos de apoio a veteranos. A organização AfghanEvac argumentou que essa decisão é uma punição coletiva e destacou a importância de programas de imigração seguros para ex-aliados afegãos. A situação levanta questões sobre os desdobramentos futuros na política de imigração dos EUA e a segurança dos que colaboraram com as forças americanas.

