O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, barrou 264 dos 978 projetos aprovados pela Assembleia Legislativa, o que representa 26,93% dos textos enviados para sanção. Entre os vetos, destacam-se iniciativas nas áreas de saúde, educação e direitos de pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA), gerando insatisfação entre os deputados. O número de vetos já ultrapassa o registrado por seus antecessores, o que levanta preocupações sobre a eficácia da produção legislativa.
De acordo com dados levantados, 39 projetos relacionados à saúde e 28 sobre inclusão de pessoas com TEA foram barrados. O Executivo justificou os vetos com a alegação de razões legais e técnicas, afirmando que não se tratam de rejeições ao mérito social das propostas, mas sim da necessidade de respeitar os limites constitucionais. Entre as iniciativas vetadas estão projetos significativos, como a criação de programas de saúde e educação inclusiva, que buscam atender a demandas sociais urgentes.
As reações na Alesp indicam um clima de desconforto e frustração entre os deputados, especialmente entre aqueles que se sentem desmotivados pela alta taxa de vetos. A situação levou à formação de um grupo de trabalho que busca soluções para evitar vícios de iniciativa e garantir uma maior efetividade dos projetos legislativos. Com o avanço do ano legislativo, a pressão sobre o governador aumenta, à medida que a Assembleia se esforça para garantir a aprovação de propostas que atendam às necessidades da população paulista.


