Nesta sexta-feira, as taxas de DIs de curto prazo no Brasil apresentaram leves altas, enquanto as de longo prazo mostraram quedas, em um cenário de liquidez reduzida devido ao feriado do Dia de Ação de Graças nos Estados Unidos. A taxa do DI para janeiro de 2028 fechou em 12,81%, uma alta de 4 pontos-base em relação ao dia anterior, enquanto a taxa para janeiro de 2035 caiu 3 pontos-base, marcando 13,185%.
O Banco Central do Brasil divulgou dados indicando que a dívida bruta subiu de 78,1% para 78,6% do PIB entre setembro e outubro. Além disso, a taxa de desemprego no país ficou em 5,4%, ligeiramente abaixo da expectativa de 5,5% dos economistas. Esse ambiente econômico gera incertezas sobre a trajetória da taxa Selic, atualmente em 15% ao ano, e levanta questões sobre a capacidade do governo em equilibrar as contas públicas.
As oscilações nas taxas de DIs refletem a cautela dos investidores frente às dificuldades fiscais do país e ao desempenho do mercado de trabalho. Com a expectativa de que o Banco Central inicie cortes na taxa de juros, a estabilidade da taxa de desemprego a longo prazo se torna um fator chave para futuras decisões de política monetária. A evolução da dívida pública e os dados do mercado de trabalho continuarão a ser monitorados de perto por analistas e investidores.

