As taxas dos DIs no Brasil registraram uma queda significativa no final da tarde de segunda-feira, influenciadas pelo presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, e pelo recuo dos rendimentos dos Treasuries norte-americanos. A taxa do DI para janeiro de 2028 fechou em 12,83%, uma redução de 9 pontos-base em comparação ao ajuste anterior. Esse movimento foi intensificado pela expectativa de cortes nas taxas de juros pelo Federal Reserve, que agora é vista como a maioria entre os investidores.
Durante um evento da Federação Brasileira de Bancos (Febraban), Galípolo expressou que a diretoria do Banco Central ainda não está satisfeita com a taxa de inflação, que permanece acima da meta de 3%. Ele enfatizou que, embora desejem uma convergência mais rápida da inflação, isso envolve um custo e um trade-off significativo. Com a Selic atualmente em 15% ao ano, o mercado financeiro especula sobre quando o Banco Central iniciará o ciclo de cortes, à medida que o processo de desinflação avança no Brasil.
Além disso, a Receita Federal reportou uma arrecadação recorde de R$261,908 bilhões em outubro, um aumento real de 0,92% em relação ao ano anterior. Apesar do crescimento, os dados indicam uma desaceleração na arrecadação nos últimos meses. Essa combinação de fatores, incluindo o desempenho da arrecadação e as expectativas do mercado, contribui para um ambiente econômico em evolução no Brasil, refletindo as complexidades da política monetária e fiscal do país.

