O toxicologista Brad Reisfeld, da Universidade Estadual do Colorado, discute os perigos e benefícios associados à deterioração de alimentos, abordando a diferença entre queijos mofados e carnes estragadas. Segundo ele, enquanto o mofo em queijos pode ser seguro e até benéfico, a carne em mau estado representa um risco elevado à saúde, devido à presença de bactérias nocivas que não são facilmente detectáveis pela aparência ou odor. A deterioração alimentar pode levar à liberação de toxinas prejudiciais, que variam de desconfortos leves a condições de saúde severas.
Os alimentos vegetais e lácteos são frequentemente afetados por fungos, que podem produzir micotoxinas perigosas, como as aflatoxinas, associadas a problemas de saúde como câncer de fígado. Reisfeld alerta que, em alimentos como grãos e nozes, a presença de mofo pode indicar a presença dessas substâncias tóxicas, tornando a ingestão insegura. No caso das frutas, a deterioração pode levar à produção de toxinas que afetam diretamente os órgãos vitais, aumentando o risco de doenças graves.
A conclusão de Reisfeld é clara: o conhecimento sobre os riscos da deterioração dos alimentos é essencial para a segurança alimentar. Ele recomenda que o descarte cauteloso de alimentos que apresentam sinais de mofo ou deterioração é a melhor prática, já que o consumo de alimentos estragados pode resultar em consequências severas para a saúde. A conscientização sobre esses temas pode ajudar na prevenção de intoxicações alimentares e na promoção de hábitos alimentares mais seguros.


