A COP30 enfrenta desafios em Belém, onde um problema de infraestrutura hoteleira pode prejudicar as negociações. Dois transatlânticos, o MSC Seaview e o Costa Diadema, que acomodam mais de 6 mil pessoas, partem amanhã com representantes de 150 países. Delegados fundamentais para a elaboração do texto final da convenção podem ficar sem opções de hospedagem, caso a necessidade de prorrogação surja durante o evento.
As negociações na COP30 são complexas, pois requerem unanimidade nas decisões. A versão do documento apresentada recentemente foi considerada insatisfatória por um grupo de países, liderado pela Colômbia, que já manifestou intenção de vetá-la. A ausência de um plano claro para a transição dos combustíveis fósseis tem gerado descontentamento entre os participantes.
Restam poucas horas para que todos os delegados estejam presentes em Belém, uma vez que, segundo as regras da ONU, 131 das 192 partes precisam estar na assembleia para referendar o documento final. A situação atual levanta preocupações sobre a viabilidade das negociações e a possibilidade de um acordo que realmente aborde as questões ambientais urgentes.

