A administração do ex-presidente Donald Trump apresentou um plano de 28 pontos destinado a encerrar a guerra entre Rússia e Ucrânia, revelado na quinta-feira (20) por um rascunho obtido pela CNN. O plano sugere que a Ucrânia ceda territórios à Rússia, reconhecendo a Crimeia como parte do território russo, além de impor limites ao tamanho das forças armadas ucranianas. A proposta foi confirmada por um funcionário dos EUA, mas enfrenta resistência significativa devido a concessões que muitos consideram inaceitáveis.
Embora a Casa Branca afirme que o plano ainda está em desenvolvimento e requereria concessões de ambas as partes, líderes ucranianos e europeus expressaram preocupações sobre a viabilidade das condições propostas. O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, após se reunir com um alto funcionário militar dos EUA, se comprometeu a trabalhar no plano, mas muitos veem as exigências como uma repetição de propostas anteriores que já haviam sido rejeitadas. A secretária de imprensa da Casa Branca afirmou que o objetivo é encontrar uma solução que beneficie tanto a Rússia quanto a Ucrânia.
As implicações do plano são vastas e podem reverter décadas de política externa dos EUA, ao reconhecer formalmente a anexação da Crimeia e outras regiões. A proposta também sugere a criação de zonas desmilitarizadas e um compromisso de que a Ucrânia não se juntará à OTAN, levantando questões sobre a segurança e a soberania ucranianas. O sucesso do plano depende não apenas da aceitação de Zelensky, mas também da reação da comunidade internacional, que até agora se mostra cética em relação a tais concessões.

