O Tribunal Superior de Londres determinou que a BHP, mineradora australiana, é responsável pelo desastre de Mariana, em Minas Gerais, que resultou na morte de 19 pessoas em 2015. A Vale, por sua vez, poderá ter que desembolsar até R$ 125 bilhões se a multa máxima for imposta, conforme um acordo estabelecido entre as duas empresas para dividir eventuais condenações. Essa decisão judicial, anunciada em 14 de novembro de 2025, lança um novo capítulo na longa luta por reparações relacionadas à tragédia.
A ação no Reino Unido pode avançar para novas fases, onde a responsabilidade da BHP será analisada mais detalhadamente, incluindo os danos e o cálculo das indenizações. Os advogados dos reclamantes estimam que as indenizações podem chegar a £36 bilhões, cerca de R$ 250 bilhões, o que, se confirmado, exigiria que a Vale arcar com metade desse valor. Entretanto, a decisão recente apenas estabeleceu a responsabilidade, e os valores finais ainda dependem de futuras deliberações judiciais, previstas para 2026.
Com a possibilidade de um passivo financeiro significativo, a Vale já anunciou que provisionará US$ 500 milhões em seu balanço. Essa situação ressalta a relevância do acordo prévio entre a Vale e a BHP, firmado em 2024, que exige que quaisquer condenações sejam divididas igualmente. Assim, o futuro financeiro das empresas está atrelado ao desfecho desse processo no Reino Unido, que poderá levar anos para ser resolvido.

