Nesta terça-feira, 4, o Vaticano divulgou uma nova instrução orientando os católicos a não utilizarem o termo ‘corredentora’ ao se referir a Maria. A diretriz, aprovada pelo papa Leão XIV, ressalta que, apesar de Maria ter cooperado na obra redentora de Cristo, ela não atua como mediadora, enfatizando a singularidade de Jesus como Salvador.
O decreto menciona que o uso do título ‘corredentora’ pode obscurecer a mediação única de Cristo, gerando confusão na compreensão das verdades da fé cristã. Além disso, o texto reforça que Maria deve ser vista como a primeira colaboradora na obra da Redenção, sem desviar a atenção do papel exclusivo de Jesus, que foi o único capaz de oferecer um sacrifício de valor infinito em nome da humanidade.
O documento também avalia outros títulos associados a Maria, permitindo termos como ‘Mãe dos fiéis’ e ‘Mãe da Igreja’, desde que utilizados com a devida subordinação à ação de Cristo. Essa decisão reflete uma continuidade da posição do papa Francisco, que já havia manifestado sua oposição ao título de ‘corredentora’, reafirmando que Cristo é o único Redentor, sem duplicidade de títulos nesta função.

