Na quarta-feira (26), o procurador-geral da Venezuela, Tarek William Saab, expressou sérias preocupações sobre a ‘extinção’ do direito internacional devido aos ataques dos Estados Unidos em águas do Caribe. Ele afirmou que essas ações, direcionadas contra lanchas de supostos narcotraficantes, resultaram na morte de pelo menos 83 pessoas desde setembro, criando um ambiente de tensão crescente na região.
Saab ressaltou que os Estados Unidos estão utilizando o combate ao tráfico de drogas como justificativa para suas operações militares, incluindo o envio do maior porta-aviões do mundo ao Caribe. Ele contestou as alegações de que o presidente Nicolás Maduro lideraria o chamado Cartel de los Soles, afirmando que isso seria uma invenção das agências de inteligência americanas, como a CIA e a DEA. Especialistas também criticam essa classificação, sugerindo que as ações são mais sobre corrupção do que sobre tráfico de drogas.
A retórica entre a Venezuela e os Estados Unidos se intensificou, com o presidente americano, Donald Trump, emitindo ameaças ao mesmo tempo em que expressa disposição para dialogar com Maduro. A situação levanta questões sobre a legitimidade das intervenções militares e os potenciais impactos sobre a soberania da Venezuela, além de provocar uma reflexão sobre o futuro das normas do direito internacional em cenários de crescente militarização.

