Oito anos após o rompimento da barragem do Fundão, a BHP foi condenada em Londres, levando vítimas e municípios a iniciarem a fase de indenização. Gelvana Rodrigues, mãe de uma das vítimas, expressou sua gratidão pela decisão, afirmando que seu filho pode finalmente descansar em paz. Durante coletiva de imprensa, advogados esclareceram que a mineradora não tem direito automático a apelação, o que torna o processo mais complexo.
A fase atual do processo judicial se dedica à quantificação dos danos, com uma audiência de gestão marcada para dezembro. O julgamento sobre os valores deve ocorrer em outubro do próximo ano e pode levar até seis meses. O prefeito de Mariana, Juliano Duarte, destacou que a condenação representa uma vitória após anos de luta e criticou os acordos feitos no Brasil, que não incluíram a participação dos municípios afetados.
Representantes das comunidades afetadas também veem a decisão como um meio de pressionar a Justiça brasileira, que absolveu réus em ações penais relacionadas ao caso. Mônica dos Santos, uma das representantes, espera que a condenação em Londres contribua para a responsabilização penal no Brasil. Enquanto isso, recursos continuam sendo discutidos, tanto no cenário britânico quanto no nacional.

