O Banco Central do Brasil anunciou, nesta quinta-feira (4), a desistência de criar regras específicas para o Pix Parcelado, durante uma reunião do Fórum Pix em Brasília. A decisão foi tomada após vários adiamentos, que se estendiam desde setembro, e a nova norma buscava aumentar a transparência para os consumidores. A proibição do uso do nome Pix Parcelado também foi implantada, permitindo apenas termos alternativos como ‘Pix no crédito’.
O Pix Parcelado, que permite que os consumidores parcelem pagamentos instantâneos, já está disponível no mercado, mas sua falta de regulamentação levanta preocupações. Cada instituição financeira define suas próprias taxas e condições, o que pode resultar em um cenário de endividamento para os usuários. Especialistas alertam que a ausência de padronização torna difícil a comparação entre produtos e favorece práticas abusivas por parte dos bancos.
Entidades de defesa do consumidor, como o Idec, criticaram a decisão do Banco Central, considerando-a uma medida cosmética que não resolve o problema da falta de transparência. A entidade ressaltou que a liberação de produtos heterogêneos sem regras claras expõe os consumidores a riscos financeiros. O Idec promete continuar pressionando por regulamentações que garantam maior segurança e previsibilidade aos usuários do sistema financeiro.


