A Coca-Cola lançou sua famosa propaganda de Natal neste ano, utilizando inteligência artificial para a produção, o que gerou polêmica nas redes sociais. A peça, que apresenta uma animação de veículos despertando casas e animais, foi criticada por sua aparente falta de coerência. A empresa, que já havia empregado IA em campanhas anteriores, busca se adaptar a um mercado em transformação.
Em uma conferência recente, o CEO da Coca-Cola mencionou que a implementação de IA é parte de uma reestruturação planejada para 2026, visando aumentar a produtividade. No entanto, no Brasil, a adoção da tecnologia nas agências de publicidade é lenta, com apenas 16% delas em fase avançada de implementação. Uma pesquisa da KPMG destaca que, embora a eficiência operacional tenha melhorado, a criatividade e inovação ainda são vistas como áreas a serem desenvolvidas.
As preocupações sobre o impacto da IA na força de trabalho permanecem relevantes. Apesar de muitos executivos reconhecerem que a automação não necessariamente resultará em perda de empregos, estudos indicam que tarefas não-físicas têm alto potencial de serem automatizadas. O cenário atual sugere que, embora a tecnologia traga benefícios, uma adaptação cuidadosa e ética é essencial para equilibrar tradição e inovação no setor publicitário.

