Novos confrontos entre Camboja e Tailândia, ocorridos na noite de domingo, resultaram na morte de três soldados tailandeses e sete civis cambojanos. Os combates surgem menos de dois meses após um acordo de cessar-fogo mediado pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, o que agrava a situação na região. O Exército tailandês relatou ataques aéreos em resposta a ações cambojanas, aumentando a hostilidade entre os vizinhos do sudeste asiático.
O ministério da Defesa cambojano afirmou que os ataques da Tailândia atingiram a província de Banteay Meanchey, resultando em mortes e feridos entre civis. O ex-primeiro-ministro Hun Sen anunciou que o Camboja adotou medidas de retaliação, após um período de paciência. A disputa territorial, que remonta ao colonialismo francês, envolve reivindicações sobre templos antigos e áreas fronteiriças, complicando ainda mais as relações entre as nações.
A escalada dos combates provoca o deslocamento de milhares de civis e gera preocupação internacional. A União Europeia e a ONU pediram moderação e um novo compromisso com o cessar-fogo, enquanto os Estados Unidos alertaram seus cidadãos sobre viagens próximas à fronteira. A situação continua a evoluir, refletindo a fragilidade do acordo de paz anteriormente estabelecido e a necessidade urgente de diálogo entre os dois países.


