Em um movimento inédito, líderes do Congresso Nacional e articuladores do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva chegaram a um acordo para implementar um calendário de pagamento de emendas parlamentares em 2026, um ano marcado por eleições. Essa decisão também permitirá ao governo focar no piso da meta fiscal, em vez de seguir o centro, o que representa um espaço maior para gastos públicos.
O novo calendário exige que aproximadamente 65% das emendas individuais e de bancada sejam pagas no primeiro semestre de 2026, totalizando cerca de R$ 12,6 bilhões. Essa medida visa garantir que os recursos sejam disponibilizados antes das eleições, aumentando assim a projeção total de emendas para R$ 52 bilhões, enquanto o governo inicialmente havia reservado R$ 40 bilhões.
Além disso, a mudança na meta fiscal evita que o governo tenha que congelar até R$ 34 bilhões em gastos em um ano eleitoral. O acordo, que atrasou a votação da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) em mais de quatro meses, reflete a pressão do Congresso por maior controle sobre a execução orçamentária, desafiando a posição do governo, que considera a medida inconstitucional.

