A Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) que investiga fraudes contra aposentados e pensionistas do INSS concluiu suas atividades em 2025, após mais de três meses de trabalho. O senador Carlos Viana, presidente da CPMI, mencionou que a última reunião contou com o depoimento do presidente de uma entidade apontada por descontos indevidos em benefícios previdenciários.
Durante o ano, a CPMI realizou 28 reuniões e ouviu 26 testemunhas, incluindo dois ex-ministros da Previdência. Viana informou que o relator, deputado Alfredo Gaspar, apresentará um relatório preliminar em fevereiro de 2026, com a possibilidade de novas oitivas e convocação de personagens adicionais, conforme necessário. A CPMI também analisou 4.800 documentos e identificou mais de R$ 1,2 bilhão em movimentações incompatíveis.
O senador planeja solicitar ao Supremo Tribunal Federal a suspensão de cerca de 2 milhões de contratos de empréstimo consignado suspeitos de irregularidades. Ele criticou os altos juros cobrados por instituições financeiras, que podem chegar a 22% ao mês, impactando negativamente aposentados e pensionistas. O desdobramento dessas ações poderá ter consequências significativas para a proteção dos direitos dos beneficiários do INSS.


