A cúpula de chefes de Estado da União Europeia, que ocorre nesta quinta-feira (18) em Bruxelas, foca na assinatura do controverso acordo comercial com o Mercosul. A Comissão Europeia espera finalizar o tratado no próximo sábado (20) em Foz do Iguaçu, Brasil, mas enfrenta resistência significativa, especialmente da França e da Itália, que questionam a proteção dos agricultores europeus.
O acordo visa facilitar o comércio entre a UE e os países do Mercosul, incluindo Brasil, Argentina, Uruguai e Paraguai. Com a eliminação de tarifas e a abertura de mercados, os benefícios esperados incluem um aumento nas exportações de produtos europeus, mas a proposta gerou protestos de agricultores que temem pela sua competitividade. Além disso, o Parlamento Europeu já se prepara para um possível debate acirrado sobre a ratificação do tratado após sua assinatura.
A oposição de líderes como o presidente francês, Emmanuel Macron, e a primeira-ministra italiana, Giorgia Meloni, ressalta as tensões internas dentro da UE sobre o acordo. Enquanto alguns países, como a Espanha, apoiam o tratado, a resistência crescente pode levar a um adiamento da assinatura. O presidente brasileiro, Luiz Inácio Lula da Silva, também se posicionou, alertando que a paciência da diplomacia se esgota diante da pressão de líderes europeus.

