O ex-deputado estadual Tony Garcia, que se considera um ‘agente infiltrado’ do senador Sergio Moro ao longo de 20 anos, solicitou sua inclusão em um programa de proteção a testemunhas. A informação foi revelada em um despacho confidencial relacionado a uma recente busca e apreensão na 13ª Vara Federal de Curitiba, onde Moro atuou como juiz em casos emblemáticos da Lava-Jato.
Garcia argumenta que necessita de proteção devido à influência que Moro ainda exerce sobre juízes e procuradores, mesmo após deixar a magistratura em 2019. As alegações incluem a utilização de vídeos clandestinos para chantagear desembargadores em decisões que envolviam a liberdade de Lula. O ex-deputado também mencionou que suas revelações podem ser mais impactantes do que as da Vaza-Jato, o que poderia acirrar ainda mais as tensões em torno do escândalo da corrupção.
As acusações de Garcia foram endossadas por um delegado que levou o caso ao Supremo Tribunal Federal, onde uma investigação foi requerida. Moro, por sua vez, refutou as alegações, classificando-as como fantasiosas e sem fundamento. O desfecho dessas investigações pode ter repercussões significativas para Moro e para a narrativa em torno da Lava-Jato, que já teve sua integridade questionada em decisões judiciais anteriores.


