No ambiente corporativo americano, muitos executivos que falharam em suas funções continuam a ser promovidos, fenômeno conhecido como ‘failing up’. Psicólogos organizacionais explicam que isso não é uma anomalia, mas sim uma característica da forma como as empresas avaliam a liderança. Essa situação levanta questões sobre a eficácia das práticas de gestão e suas consequências a longo prazo.
O viés de confiança é um dos principais fatores que permitem essa progressão. Executivos que se mostram seguros e assumem créditos por resultados, bons ou ruins, tendem a ser percebidos como líderes competentes. Além disso, a responsabilidade assimétrica em grandes corporações dificulta a atribuição de resultados negativos a ações individuais, o que gera um ambiente propício para a manutenção de líderes de baixo desempenho.
A longo prazo, essa prática pode resultar em sérios problemas para as empresas, especialmente quando os líderes finalmente enfrentam a responsabilidade por suas decisões. Com a ascensão ao cargo de CEO, as falhas se tornam mais evidentes e o desempenho é avaliado de forma direta. Para evitar o ‘fracasso para cima’, aspirantes a líderes devem focar em resultados reais e responsabilidade ao longo de suas carreiras.


