O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), declarou nesta segunda-feira, 1º de dezembro de 2025, que não se manifestará sobre a indicação do advogado-geral da União, Jorge Messias, para o STF, por considerar o assunto ‘politicamente controvertido’. Ele ressaltou que a questão ainda está sob análise do Senado Federal e que sua posição será divulgada após as deliberações dos senadores. Dino afirmou que sua ‘distância’ do debate é uma medida de prudência.
A declaração de Dino surge em um momento delicado, onde a relação entre o Palácio do Planalto e o Senado, liderado pelo presidente Davi Alcolumbre, está tensa. Alcolumbre já expressou sua desaprovação em relação à indicação de Messias, preferindo o nome do senador Rodrigo Pacheco. O presidente Lula, por sua vez, se reuniu com o relator da Comissão de Constituição e Justiça, senador Weverton Rocha, para tratar da indicação, que deverá passar por uma avaliação nos próximos dias.
As afirmações de Dino refletem a complexidade política envolvida na escolha de um novo ministro do STF e as possíveis repercussões dessa indicação na relação entre os Poderes. A resistência à nomeação de Messias indica um cenário de desafios para o governo, que precisará lidar com as divergências no Senado e buscar o apoio necessário para a aprovação da indicação. O desdobramento dessa situação pode ter impactos significativos na dinâmica política nacional.

