Um funcionário da Enel foi preso em flagrante na Vila Mariana, São Paulo, após cobrar R$ 2.500 para religar a energia de estabelecimentos comerciais. O incidente ocorreu em meio a uma crise de fornecimento que afetou mais de 800 mil imóveis na região, decorrente de um vendaval. A prisão aconteceu quando um subprefeito se disfarçou de comerciante e gravou a conversa onde o técnico exigia o pagamento extra para realizar o serviço.
Durante a conversa, o funcionário justificou que o valor era necessário para cobrir despesas de deslocamento a outro endereço, o que não faz parte do serviço regular. A gravação, que foi divulgada pela CNN, mostra a insistência do técnico em receber o dinheiro, afirmando que, caso contrário, não realizaria o reparo. Este tipo de cobrança é considerado ilegal e contraria as normas da empresa, que não permite exigências financeiras por serviços de emergência.
A Enel emitiu uma nota ressaltando que não há cobrança adicional para reparos na rede elétrica. A companhia informou que tomará todas as medidas necessárias para coibir essas práticas entre seus funcionários e reforçou seu compromisso com a ética no atendimento ao cliente. O caso levanta questões sobre a supervisão dos serviços prestados e a proteção dos consumidores em situações emergenciais.


