A ministra da Secretaria de Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, manifestou forte crítica em 2 de dezembro de 2025, sobre a prática de antecipação de dividendos por empresas. Essa manobra, segundo ela, visa esquivar-se da nova taxação de 10% que entrará em vigor em 2026 para dividendos mensais superiores a R$ 50 mil. Hoffmann afirmou que essa estratégia é uma tentativa de evitar o pagamento de impostos sobre lucros que permanecem isentos até o final deste ano.
A nova regra estabelece um imposto de renda retido na fonte que afetará dividendos pagos a pessoas físicas, além de preservar a isenção para ganhos apurados até 31 de dezembro de 2025. A ministra destacou que muitas empresas de capital aberto estão apressando a distribuição de dividendos neste final de ano para evitar a nova alíquota. A proposta, atualmente discutida na Comissão de Assuntos Econômicos do Senado, poderia permitir prazos maiores para aprovações, mas ainda não foi submetida a votação.
As declarações de Hoffmann refletem preocupações sobre as práticas de planejamento tributário e a urgência de uma regulamentação clara que evite abusos. A situação levanta questões sobre a eficácia das medidas fiscais e a responsabilidade das empresas em relação à tributação. O desdobramento dessa discussão legislativa poderá impactar significativamente as estratégias financeiras das empresas no Brasil nos próximos meses.

