No dia 16 de dezembro, em uma reunião em São Paulo, o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, junto com o governador Tarcísio de Freitas e o prefeito Ricardo Nunes, decidiu pedir à Aneel o rompimento do contrato com a Enel. Essa decisão foi tomada em resposta a apagões que deixaram milhões de cidadãos sem eletricidade, causando grande descontentamento. A reunião ocorreu após um evento climático extremo que trouxe ventos fortes à região, resultando em danos significativos na rede elétrica.
O serviço da Enel abrange São Paulo e 23 municípios da região metropolitana, afetando cerca de 18 milhões de pessoas. Apesar de a empresa afirmar ter investido na modernização da rede elétrica, autoridades locais questionam a eficácia das ações implementadas, especialmente após a recente crise. A Aneel, responsável pela regulação desse setor, agora enfrentará a tarefa de avaliar o pedido de rompimento do contrato, que não possui um prazo determinado para ser concluído.
As implicações dessa decisão podem ser profundas, uma vez que a Enel tem um contrato de concessão válido até 2028. A possibilidade de caducidade é um passo drástico e não imediato, mas é um reflexo da insatisfação crescente da população e das autoridades. A pressão pela intervenção federal e a necessidade de garantir um serviço de energia mais confiável são temas centrais nas discussões em andamento entre os governos estadual e federal.

