Nesta sexta-feira (12), a Itália vivencia uma greve geral organizada pela Confederação Geral Italiana do Trabalho (Cgil), em resposta ao projeto de Lei Orçamentária do governo da premiê Giorgia Meloni, que visa o ano de 2026. A mobilização, que provoca paralisações em todo o país, atinge em especial os setores de educação e transportes, refletindo a insatisfação da população com as diretrizes orçamentárias propostas.
As principais cidades, como Milão e Nápoles, enfrentaram interrupções significativas, incluindo o fechamento das linhas de metrô. O secretário da Cgil, Maurizio Landini, expressou em uma manifestação em Florença que a maioria da população não apoia as políticas atuais do governo, que, segundo o sindicato, prioriza gastos militares e beneficia as camadas mais ricas, enquanto negligencia áreas fundamentais como saúde, educação e moradia.
O vice-premiê Matteo Salvini, por sua vez, minimizou os impactos da greve nos serviços ferroviários, afirmando que os dados indicam uma perturbação limitada. Apesar das declarações do governo, a greve demonstra um crescente descontentamento com a administração de Meloni, que poderá repercutir em futuras discussões políticas e sociais no país.

