Nesta segunda-feira, 8 de dezembro de 2025, as ações da Hapvida registraram uma queda de 5%, fechando a R$ 13,75, e acumulando uma desvalorização de 58% ao longo do ano. A queda nas ações foi impulsionada pela divulgação de dados negativos pela Agência Nacional de Saúde (ANS), que indicam uma perda de cerca de 15 mil beneficiários, sendo 11,3 mil da operadora NotreDame Intermédica, adquirida pela Hapvida, que enfrenta dificuldades em São Paulo.
O aumento no número total de beneficiários de planos de saúde no Brasil, que atingiu 53,2 milhões em outubro, contrasta com a performance da Hapvida, que perdeu clientes em meio a uma concorrência mais acirrada, especialmente da operadora Amil. Analistas do Bradesco BBI avaliam que essa situação pode impactar os resultados do quarto trimestre, especialmente após a empresa ter enfrentado desafios de integração na sua nova operação em São Paulo.
As incertezas em relação ao crescimento e à margem Ebitda da Hapvida geram cautela entre os investidores, que buscam sinais de recuperação. O grupo Amil, por outro lado, continua a registrar crescimento, com uma adição de 39 mil clientes em outubro. Nesse contexto, a Hapvida pode precisar implementar um programa de recompra de ações para tentar estabilizar o preço de suas ações e restaurar a confiança do mercado.


