O Instituto de Defesa de Consumidores (Idec) expressou sua insatisfação com a decisão do Banco Central de adiar a regulamentação do Pix Parcelado, que estava agendada para novembro. A nova postura da autoridade monetária, que agora não tem um prazo definido para a implementação de regras, preocupa a entidade, que considera essa falta de clareza prejudicial para os consumidores.
A crítica do Idec se concentra no fato de que o Banco Central optou por deixar a regulação a cargo de cada instituição financeira, o que, segundo o instituto, cria um ambiente de “desordem regulatória”. Isso pode potencialmente levar a abusos e à confusão entre os consumidores, especialmente em um cenário onde as variações de produtos de crédito podem não ter padrões de transparência adequados.
A entidade também destacou que, apesar de o Banco Central ter proibido o uso da marca “Pix Parcelado”, permitiu denominações alternativas como “parcelas no Pix”. Essa flexibilidade, segundo o Idec, pode expor os consumidores a produtos de crédito sem garantias de previsibilidade em relação aos juros, aumentando os riscos de endividamento.


