O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) registrou uma inflação de 0,18% em novembro de 2025, resultando na primeira queda do índice anualizado abaixo de 4,5% em mais de um ano. Esse resultado positivo é atribuído à deflação observada nos preços dos alimentos, além de promoções relacionadas à Black Friday, que estimularam a redução nos preços de bens industriais. Apesar disso, a avaliação do cenário inflacionário permanece cautelosa devido à pressão contínua nos preços dos serviços.
Os analistas destacam que, mesmo com a melhora no índice geral, as pressões nos serviços, que apresentam uma alta de 6% até novembro, indicam que o controle da inflação ainda é um desafio significativo. Economistas de instituições financeiras, como o C6 Bank e o Bradesco, expressam preocupações sobre a capacidade do Banco Central de conduzir uma política monetária eficaz diante de um mercado de trabalho resiliente e taxas de desemprego em mínimas históricas. Essas condições podem dificultar uma flexibilização monetária, prevista para ser discutida nas próximas reuniões do Copom.
As expectativas para a Selic permanecem em 15% na próxima reunião, com projeções de cortes iniciando apenas em março de 2026. Especialistas afirmam que, apesar do ambiente inflacionário mais favorável, a persistência de pressões nos serviços pode alterar as estratégias do Banco Central. Portanto, é essencial acompanhar os próximos dados econômicos que poderão influenciar as decisões sobre a taxa de juros e o controle inflacionário.


